Ford Connect – terminando

Confesso que ter dirigido um Ford Ecosport foi estranho. É um carro ótimo, pois, mas é que eu percebi o quanto estava desacostumado a usar o câmbio automático. Pisar numa embreagem, engatar a primeira, soltar a embreagem, acelerar, pisar na embreagem, engatar a segunda… um exercício exaustivo que minha mente fez questão de esquecer ao menor sinal de conforto. Foi difícil reaver as lembranças de um exercício que executei por quase 10 anos (aprendi a dirigir bem tarde).

Mas me acostumei, e com o olho na rua e outro no volante eu mencionei as minhas impressões daquele dia de gravações. Relembrei alguns momentos com meus novos colegas e como a atitude da Ford havia me conquistado. No final, além das amizades, ganhei a chance de uma volta num belo carro num dos meus lugares preferidos de São Paulo – as proximidades do Parque Villa Lobos.

E fiquei com aquela sensação por todos que passam por algo do gênero: eu não vou poder ficar com o carro?


Ford Connect – quase terminando

A publicidade sempre se valeu de jingles e de artistas para cantarem as vantagens dos produtos dos seus anunciantes. E isso serviu, e ainda serve, mas também temos novas oportunidades de comunicação, e a voz do usuário vem se tornando a mais comum, e em alguns casos a mais eficiente forma de fazer com que um produto seja percebido e questionado.

A Ford arriscou-se e montou uma campanha gigantesca, com dezenas (centenas?) de vídeos que falam através de 4 consumidores de perfis distintos: a experiência de Panessa, a sensibilidade de Miro, o espírito empreendedor de Carmen e a elegância da Juliana. 4 pessoas, 4 jeitos diferentes de comunicar os produtos de uma marca. Ter passado um dia com eles, testando o Ford EcoSport, já valeu pela experiência incrível por ter compartilhado 4 pontos de vista bem distintos. E eu ainda tive a chance de dirigir o carrão no final.

Panessa:

Miro:

Carmen:

Juliana:


Ford Connect – O meu desafio

Participar de uma campanha publicitária é coisa de artista, de gente bonita do naipe da minha esposa, que já participou de algumas. Quando uma empresa resolve fazer algo tendo como protagonistas pessoas comuns, mortais, terráqueos como você e eu, a coisa tende a ser um desastre ou algo surpreendente, e acredito que com a Ford a coisa foi mais para o segundo caso.

Recebi o convite para ser um dos co-protagonistas da campanha FORD CONNECT. Nela, eu teria a chance de participar de um dos muitos episódios protagonizados pelo Panessa, Miro, Juliana e Carmen. Panessa é jornalista, Miro é músico, Juliana é publicitária e Carmen é empresária. Pessoas realizando a experiência de conhecer melhor alguns dos modelos da Ford.

No meu caso, o carro foi o Eco Sport. E eu seria o responsável por coordenar a prova de resistência sentimental: utilizar um objeto pessoal de valor inestimável para testar a altura do Eco Sport. Como? posicionando o objeto no meio da rua de modo que o carro passasse sobre ele, com o risco de espatifá-lo.

Panessa trouxe um mini capacete, dos seus tempos de kart, Carmen trouxe um vaso, Juliana um par de sapatos e Miro um violão. Todos passaram no teste, mas não sem antes fazermos uma trolada básica com o Miro.

No final, ainda pude dar umas bandas com o Eco Sport e testar suas principais funcionalidades. Foi uma tarde de sábado inesquecível, seja por conhecer pessoas incríveis, por participar de uma campanha bem legal e ainda por dirigir um carrão pelas ruas do Alto de Pinheiros.

Para quem quiser ver mais vídeos da campanha, é fácil: basta ir até o site da Ford Connect e encontrar outras aventuras dos meus 4 novos amigos.


Ford Connect

Olá, eu sou o Ian Black e eu vou participar de uma campanha.

Confesso que é um pouco estranho. Normalmente quem empresta sua beleza para as telas é minha esposa, por motivos óbvios. Eu, feio e desengonçado, sou um cara legal e entusiasta da social media de meu deus. E isso é suficientemente bom para estar ao lado de pessoas legais numa campanha interessante.

A Ford está lançando o Ford Connect, e para isso convidou 4 pessoas para uma maratona de experimentações que envolve uma visita à fábrica e teste com os carros mais fodas de montadora. E além disso, nós vamos participar dessa história. Eu confesso que ainda não sei o que me espera, e assim será, na surpresa, que eu compartilharei neste e nos meus outros canais o que vai acontecer. Vou levar minha câmera, mas não sei se poderei tirar fotos. Veremos.

Fiquem ligados.


American Apparel – Exemplo de comunicação

Acima um (belo) exemplo das peças publicitárias da American Apparel. Tem mais, e do mesmo nível, aqui.


Os 5 melhores beijos que eu não dei

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. 2001 / O ônibus chegou na rodoviária com duas horas de atraso. A chuva já vinha de longe, e mesmo ali não dava sinais de cansaço. Agora éramos dois desconhecidos, a cidade e eu. Como dois estranhos numa sala de espera sem revistas ou jornais de ontem. Não sabíamos por onde começar uma conversa. Eu querendo saber onde tu estavas, mas sem jeito de perguntar pra tua cidade, que também parecia não dar muita bola pra mim, sei lá, a chuva continuava forte, ignorando meus sonhos, contigo num vestido de flor, comigo sem-vergonha. Olhei mais uma vez pra cima, pros pingos que apareciam aos montes depois das luzes dos postes. E não percebi quando você me puxou pelo braço: Ei, nem tá chovendo tanto, assim, vai. Sei que você é doce, mas também não é feito de açúcar, vem!!! Mas eu estava derretendo, sim. Então corri mais rápido e parei na sua frente, e te cingi nos meus braços e boca.
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Silvana Durante na velocidade da luz

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A bancária Silvana Durante inquieta-se e une os punhos, que passeiam à brevidade de um segundo pelo espaço entre o canto dos lábios e sua bochecha úmida. No caminho, ela expira um gemido e inspira o próprio perfume misturado aos odores de cigarros e suores, enquanto comprime os seios com os antebraços unidos no lançamento: um movimento rápido como um tiro disparado para o alto, cuja bala revolve ao presente da gravidade com igual violência. Ela então joga os ombros para trás, projetando o peito em ascendência, as tetas atiram, atiram-se.

Ás vezes seus quadris ameaçam não comportar o tamanho do caos, em movimentos que denunciam a incoerência entre suas pernas e cintura. A cada instante, suas poses sugerem um novo e absurdo símbolo alfanumérico, a correspondência visual para os sons desengonçados que escapam da sua boca em desgovernada companhia de saliva, soluço, suor, silvo e sorriso; abrindo espaço para os seus desejos de entradas: sorriso, salamaleque, sarro, sonho, saliva.

Seus olhos funcionam ao avesso, perdidos no que só ela faz questão de enxergar. E sem a mínima vontade de compartilhar dos seus segredos, ela justifica numa gargalhada todos os movimentos espantosos que o seu corpo consegue alcançar: Porque ela sabe da parvalhice de todos naquela pista de dança. Somos nós, sou eu, que só vejo a música transfigurando-a, alheio ao que se passa no espaço infindável de sua calcinha.


Num puteiro do Harém

JONAS: Nossa… ontem estive no paraíso.
PABLO: Então me conta, TUDO.

JONAS: O lugar mais impressionantemente maravilhoso de TODA a minha vida. Hoje eu posso dizer que sei o verdadeiro significado da palavra HARÉM.

JONAS: Mano, um lugar estupidamente luxuoso, com mulheres de todas as raças, tamanhos, tipos, espécies, roupas, cheiros, jeitos… mano, sabe o que é ficar de bauducco durante todo o período de permanência num lugar? CENTO E TRINTA E DOIS REAIS só para adentrar o recinto. Não havia programa por menos de DUZENTAS PRATAS. O quarto, incrivelmente maravilhoso, saía por mais CEM PRATAS, ou seja, o mínimo para não sair da balada de BLUE BALLS, 132 + 200 + 100 = QUATROCENTOS E TRINTA E DOIS REAIS.
PABLO: mas, a pergunta que não quer calar é: você aproveitou das benesses oferecidas pelo harém?

JONAS: CARALHO, imagina uma mina gostosa…
PABLO: hm, estou imaginando, com belos e largos quadris, uma bundinha redonda e dourada, peitos pequeninos e durinhos…

JONAS: Então, esta mina não estava lá, pois ela é TRASH!
PABLO: ahahahahahahahahahahahahahahahahahahahah

JONAS: Mano, lá só tem DEUSAS DO SEXO!
PABLO: Meu deus…

JONAS: Carai, quanta coisa rolou, mano, foda descrever tudo. E o mais engraçado, ainda trombei um vizinho do meu irmão, o cara trabalha lá, que louco…
PABLO: Mano, me conta como você escolheu a sua mina…

JONAS: Nossa, mano, foi simplesmente a coisa mais difícil do mundo. Apertei tantas, vi tantas bucetas, tantas tetas, bundas que até Deus duvidaria da criação… E eu louco, pensando comigo mesmo: Caralho, se eu tivesse uma empresa eu quebraria fácil, mano, Vários empresários no bote, e o vizinho do meu irmão ainda disse que o barato tava muito fraco!!! Disse que Quinta e Terça são, acredite, TREZENTAS minas!!! Estou pensando em fazer um consórcio com vários camaradas, juntar uma grana e alugar um sítião first class, e chamar todas estas minas. Nossa, conversei com vááárias minas, mano. Tem tanto esquema, você não tem noção…

JONAS: Peguei uma carioca, mano, nossa… a mina era simplesmente uma DEUSA, com certeza o fincão mais desafiante da minha vida… A mina era alta, a cor da mina era incrível. Imagina uma mina bronzeada, então, a mina era muito mais… velho, o pézinho mais lindo que eu já vi na vida, pernas de dar vontade de sacar o pau e bater uma na hora. Peitos maravilhosamente siliconados e empinados, bicos rijos… nossa, mano… e os três fatores decisivos para a escolha: 1) Cabelo lisos e negros até a bunda, e por falar em bunda… 2) a bunda mais incrível do mundo, além do contraste incrivelmente perfeito da pele branca como a neve na marquinha do biquini com o bronzeado da bunda, e o que me fez fechar o pedido, mano, 3) olhos incrivelmente azuis atrás de um óculos Bookworm Bitches

JONAS: velho, o DESAFIO: Encostar o meu pau naquela mina e não gozar na hora…
PABLO: ahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahaha é, mano, eu acho que também gozaria só de ver…

JONAS: Nossa, mano… não consigo parar de falar NOSSA… a mina tinha o verdadeiro sotaque do Rio… “Vuocê extá goxtando do jeitinhu qui eu xupuo u xeu pau?” Mano, descobri também para que serve a porra desses remédios pra deixar o pau durão: são exatamente para quando você vai fazer um rolê desses, nunca pra ficar panguando de pau duro com a mina em casa. Você goza e regoza e continua, mano, incansavelmente. Tô falando isso mas não usei porra nenhuma, mas seria a coisa mais perfeita se tivesse tomado uma porra dessas.

PABLO: Você gozou rápido? Deveria ter batido uma antes…

JONAS: Nem bati, demorei o máximo que pude, fui guerreiro, mas não tem jeito, mano, a mina já te deixa bobo de não acreditar que está ali comendo ela. Aí você começa, na boa, beijei na boca, chupei a buceta, lambi o cuzinho e chupei aqueles pézinhos como um louco, a mina também pirou, fiz a preza…

PABLO: É fácil rolar um esquema fora do putz?
JONAS: É sim, mano, só que essas minas não dão uma por menos de DUZENTAS PRATAS nem fodendo.

PABLO: Ok, duzentos, mas por quantas horas? quanto tempo você ficou?
JONAS: Aí é que está a tristeza do peão, é só UMA HORA, como em qualquer outro esquema. Mas, nossa, que euforia da porra que eu estava, fiquei e ainda estou… É muito caro e muito pouco tempo, mas vou te falar, mano, comer lá é foda, o quarto é simplesmente maravilhoso, cama que cabiam até três casais dando uma, tranqüilamente. E haviam tantas e tantas que fiquei na vontade… Nossa, é maravilhoso, mas ao mesmo tempo uma tortura. Se eu fosse rico eu comeria uma por dia… Eu viveria na putaria para sempre, eu acho… Apesar do que, ontem, bati um papo com o cara mais foda do meu trampo, o diretor de Marketing e sócio majoritário de toda aquela porra, mano, ele falando que já passou por todos os estágios da putanhice, colégio, faculdade, pós, mestrado e doutorado, mas disse que depois dos 30 você meio que cansa dessa vida e passa a dar importância para outras coisas. Hoje o cara acorda três vezes por semana às 4:30 para pedalar até até 7:30, e daí vai trampar e vai pra casa e dorme.

JONAS: Caralho, não consigo parar de pensar e lembrar de tudo… ai, ai, ai… que lembranças fodas, muita vontade de dar um bis, mano, você não tem noção… Se não fosse o meu chefe passar o gold lá, infelizmente não daria pra dar tanta grana assim num fincão de apenas 1 horinha, mas só não daria por causa do tempo, pois pelas minas eu pagaria até mais…

* Baseado em fatos irreais. Qualquer semelhança é pura coincidência.


10 anos de Up, do R.E.M.

Este artigo foi escrito em Novembro de 2008, em homenagem aos 10 anos de um dos meus álbuns preferidos de todos os tempos, e também para marcar a segunda passagem da banda pelo Brasil (a primeira em São Paulo), que aconteceria dias depois, e que ainda não escrevi a respeito :P .

A retomada deste aconteceu depois que vi o Diego Maia comentando sobre como um par de fones de ouvido decentes fazem muita diferença. Era um argumento que eu usava com freqüência na comunidade do R.E.M. no Orkut, quando o assunto era o penúltimo (e detonado) albúm da banda, “Around The Sun”, mas que serve para também para explicar o quanto esse fator maximiza a experiência de se ouvir UP.

Outra coisa interessante que só notei depois de um toque do Pedro Perurena, foi perceber que UP tem muitas semelhanças, estéticas e históricas, com Adore dos Smashing Pumpkins. Ambos álbuns pós OK, Computer (mas pré Kid A), e paridos de maneira dolorosa, com o desafio de empreitar reinvenções depois da saída de seus bateristas, personagens essenciais no processo criativo e na força das bandas. Esse assunto merece um post exclusivo

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R.E.M. - Up (1998)

Em Green (1988), há um discreto número 4 na capa do álbum. No álbum anterior, Document (1987), há um 5. Isso fez com muitos fãs começassem a levantar uma absurda ‘teoria da contagem regressiva’, obviamente negada pela banda. O curioso é que, depois do suposto álbum ‘0‘, New Adventures In Hi-Fi (1996), as coisas mudaram radicalmente na vida do R.E.M.

Vendas inexpressivas depois de assinado o maior contrato do mundo da música até então (80 milhões de dólares, além de outras boiadas), empresário demitido depois de uma acusação de assédio sexual, fim da parceria com o produtor de longa data, doenças (hérnia, apendicite, aneurisma cerebral ) atacando os membros da banda, e que fizeram com que o baterista Bill Berry (que foi quem sofreu o aneurisma) quisesse sair da banda, sem antes fazer com que os três membros remanescentes concordassem em continuar a banda.

O R.E.M. de 1998 era um trio, com novo produtor, com o desafio de parir um trabalho ainda melhor que o anterior. Para muitos isso significava vendas no mesmo nível dos álbuns feitos no começo dos anos 90. Para a banda, significava não só a provação de ter que se reinventar com a nova formação mas também fazer algo à altura de Ok Computer (para muitos, o melhor álbum daquela década), do Radiohead, banda do Thom Yorke, fã confesso de R.E.M. e amigo pessoal do Michael Stipe.

Para a difícil tarefa, a banda convidou o produtor Pat McCarthy, com o auxílio do engenheiro de som Nigel Godrich, produtor do Radiohead. Certamente, a presença de ambos foi decisiva na nova sonoridade da banda, ainda mais sofisticada e ousada se comparado com os maravilhosos trabalhos anteriores.

Contudo, para muita gente, esse flerte do R.E.M. com o experimentalismo foi entendido como mais uma tentativa de uma banda de rock mostrar-se moderna através do uso de elementos eletrônicos (artifício muito usado por bandas – com casos de sucesso e fracasso – na segunda metade da década de noventa), quando a verdade é que UP mostra uma sábia orquestração de elementos poucas vezes compatibilizados, com influências que remetem, entre outras coisas, aos Beach Boys e ao Roque Progressivo do Genesis (com Peter Gabriel).

Também foi a primeira vez que um álbum do R.E.M. tinha suas letras impressas no encarte. Talvez porque, mais do que nunca, Michael Stipe sentisse a necessidade de deixar o mais claro possíveis os seus versos sempre difíceis. As canções falam de pessoas distintas que em comum compartilham a solidão.


“Daysleeper”, primeiro single de UP

Airportman, faixa de abertura, fala de um cara que trabalha num terminal aeroportuário (Creature of habit). Suspicion é cantada por um cara perdido em suas imaginações, avesso à qualquer interferência externa (Step down, I’ll dream tonight). At My Most Beautiful é uma linda canção de amor esquizofrênica (I though I saw a smile).

The Apologist é um exercício perpétuo de desculpas (Thank you for listening, goodbye) com uma lina de guitarra que figura entre as melhores da década de 90. Sad Professor é outra na qual o protagonista professa suas imperfeições e incostâncias (I’m drifting in and out of sleep).

O terceiro e último ato de UP começa com Walk Unafraid, sombria com refrôes tensos, mostra a luta em manter-se forte frente às quedas sempre comuns (I just want to hold my head up high). Curiosamente, Why Not Smile funciona como uma continuação (The concrete broke your fall). Daysleeper é uma contemplação da solidão num trabalho noturno (Fluorescent flat caffeine lights) e tem os vocais de apoio mais lindos de todos.

Diminished é comandada por um baixo aterrorizante, um guitarra melancólica, e barulhinhos que remetem à loucura vivida pelo réu que tenta defender-se de um crime passional (Can I charm the jury, my defense? Maybe I’m crazy). Parakeet fala de sonhos de liberdade (Baby, you can start to breathe). O fim acontece com Falls To Climb, com a morte daquele que escolheu o papel de bode expiatório (someone has to take the fall, why not me?).

O conceito de UP é todo construído através dessas pequenas histórias de pessoas ordinárias anunciando as formas distintas de solidão. Mas a grande sacada de UP está em mostrar que toda e qualquer miséria é confrontada com a esperança, do funcionário que enxerga grandes oportunidades ao réu confesso que espera a absolvição. Através de pessoas comuns o R.E.M. consegue comunicar a sua situação na segunda metade dos anos 90. Curiosamente, a turnê de UP é a melhor fase ao vivo da banda (fase essa encerrada com honras aqui no Brasil, em 2001).

UP, como muitos outros álbuns do R.E.M., foi concebido para ouvir com calma, com um bom equipamento de áudio, para que todas os detalhes, toda a genialidade de sua orquestração seja percebida. Até hoje me surpreendo com um ou outro blip ou toin, uma guitarra ou uma voz em segundo plano.

Eu gosto tanto de UP que ele inspirou o layout deste blog (N. do E. – O blog, neste caso, é o antigo Enloucrescendo.com) :)

FAIXAS:

1. “Airportman” – 4:12
2. “Lotus” – 4:30
3. “Suspicion” – 5:36
4. “Hope” (Leonard Cohen, Buck, Mills, Stipe)1 – 5:02
5. “At My Most Beautiful” – 3:35
6. “The Apologist” – 4:30
7. “Sad Professor” – 4:01
8. “You’re in the Air” – 5:22
9. “Walk Unafraid” – 4:31
10. “Why Not Smile” – 4:03
11. “Daysleeper” – 3:40
12. “Diminished”² – 6:01
13. “Parakeet” – 4:09
14. “Falls to Climb” – 5:06