O Autor

Ian Black, 31 anos.

Nasci em São Paulo, mas passei toda a minha infância e adolescência entre as cidades de Embu e Taboão da Serra (Grande São Paulo). Sou o filho do meio dos três que meus pais tiveram. Além de Ian, meu nome também é José e Marcos. O José foi escolha do meu pai, o Marcos da minha mãe.

O nome Ian Black surgiu em 1998 quando eu trabalhava como atendente de radio-chamada. Era uma operação com cerca de 300 pessoas, e nela não era permitido duas pessoas com o mesmo nome (para facilitar a identificação em caso de reclamações). Como já havia pessoas usando meus nomes mais comuns, sugeriram a criação de um pseudônimo, ao que escolhi Ian em homenagem aos grandes Ians do rock (McCulloch, Curtis, Gillan, Brown…). O Black nasceu por conta do Frank Black, protagonista da série Millennium, que eu assistia com freqüência na época. Curiosamente, o Frank Black da série havia sido batizado assim como uma homenagem ao Frank Black, ex-vocalista dos Pixies.

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Me apaixonei pela primeira vez em 1985 pela garota de voz doce e olhos que se fechavam quando sorria. Ela nunca soube dessa paixão. Com o tempo criei coragem e me declarei das maneiras mais desastradas, através de cartinhas, CDs recheados de metáforas e pedidos de namoros sem indiretas. Sei que todos os ganhos e perdas por conta das minhas desventuras amorosas me fizeram chegar até uma garota de pele morena e sorriso farto que morava a 3 mil quilômetros de distância. Os milhares de quilômetros se reduziram a milímetros no vigésimo andar de um apartamento no bairro paulistano da Bela Vista.

Foram dois bons anos tendo a Vai-Vai de trilha sonora aos Domingos. Desde Julho moramos em Pinheiros, num apartamento maior que nos possibilita encontros sinceros. Pinheiros tem um significado especial para mim. Os ônibus que vinham de Taboão da Serra e Embu das Artes para São Paulo tinham como destino Santo Amaro ou Pinheiros. As ruas Teodoro Sampaio e Cardeal Arco Verde e a Avenida Brigadeiro Faria Lima estão na minha vida desde sempre. Meu pai foi taxista e seu ponto ficava na Rua Pedro Cristi, entre as já citadas Arco Verde, Teodoro e Faria Lima.

Trabalhei como vendedor de picolé, office-boy, auxiliar de mecânico de automóveis, estagiário de escritório de contabilidade, auxiliar de contas a pagar, vendedor, atendente de rádio-chamada, analista de suporte técnico, atendente de telemarketing, auxiliar de contas a receber, professor de inglês, analista de conteúdo, gerente de conteúdo, gerente de digital PR e sócio de startup. Atualmente sou gerente de planejamento na Wunderman Brasil.

Comecei a escrever através de poemas desavergonhados e datilografados. A pedidos de um grande amigo, escrevi um texto para um fanzine eletrônico. Este mesmo amigo foi quem me apresentou aos blogs e me convidou para escrever um. Isso foi há quase 9 anos. Escrevi em uma porção deles, e atualmente mantenho este aqui para centralizar minhas atividades. Mas a idéia é escrever outros tantos.

Gosto de música, R.E.M., John Frusciante, Roberto Carlos, Arcade Fire, Idlewild, Violins e Animal Collective são algumas das minhas bandas preferidas.

I don’t mean to seem like I care about material things like a social status

I just want four walls and adobe slabs for my girls