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15
Jun 10

Melhor videoclipe do mundo


1
Jun 10

Campanha Política na Web – O que considerar na hora de montar sua plataforma digital

Dia 18 de Junho estarei no Rio de Janeiro para ministrar uma palestra sobre Campanha política na web. Vai ser uma boa troca de experiências e certamente o tema do post anterior será abordado. Curioso para saber o que pensam os que lá estarão. apareçam.


31
May 10

Marina e Borbs por Fabio Rex



, originally uploaded by Fabio Rex Too.

Fabio Rex, gênio dos desenhos, presenteou Marina e Borbs com um desenho inspirado na edição mais recente do Fiz Na MTV.


23
May 10

Sobre Lost

O Alexandre Matias está promovendo desde ontem um especial dedicado a Lost, com vários depoimentos legais de pessoas idem sobre a importância da série. Me motivei a escrever o meu também, e cá está a minha pequena contribuição para referências futuras.


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12
Apr 10

Boca – EU JÁ SABIA

BOCA: Eu Já Sabia (I Knew it) from BOCA on Vimeo.

Ano passado recebi um contato dos meus parceiros de Porto Alegre (e ex-colegas de Live) Menezes e Everson para ajudá-los numa missão: Encontrar uns 30 blogueiros em São Paulo e no Rio de Janeiro para que eles recebessem o kit EU JÁ SABIA da Olympikus, minutos depois do anúncio do Rio de Janeiro como sede dos jogos Olímpicos de 2016.
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16
Mar 10

Chat Roulette Funny Piano Improv #1

A coisa mais foda que eu vi nos últimos tempos. O cara até parece um dos Flight Of The Conchords


24
Jan 10

Num táxi no Rio de Janeiro

Eu caminhava pelo Leblon em busca de um táxi que me levasse à Barra da Tijuca. Sinalizei para um carro que passava do outro lado da rua mas que conseguiu desviar de outros carros à sua direita e parar metros à frente. O motorista era um senhor que ao me flagar tentando usar meus 32 anos como atestado de maturidade disse-me ter mais que o dobro.

Com seu sotaque cearense ainda firme confessou-me seu amor pelo Rio de Janeiro, cidade que lhe deu o que ele foi lá buscar. Não detalhou sua busca, mas me dei por satisfeito com sua breve história sobre a sensação de ter bebido água gelada pela primeira vez, aos 17 anos. Meu coração apertou-se ao imaginar quantas outras histórias fantásticas foram responsáveis por construir aquele homem desconfiado com a minha presença forasteira. Associou-me com outras tantas visitas que passaram pelo seu táxi justificando a visita ao Rio por conta dos ainda distantes jogos olímpicos. Sua preocupação era que a cidade não conseguisse atender a tantas pessoas ao mesmo tempo, além da possibilidade de que no final das contas os investimentos acabassem em desgastes e desvios em detrimento dos progressos.

Procurei tranquiliza-lo, primeiro dizendo que parte do meu trabalho tem como objetivo promover o compartilhamento de idéias para que todos possam se beneficiar. Também comentei sobre outras pessoas fazendo boas coisas através da tecnologia, como o Vote na Web. Ele mostrou-se interessado, aliviado e feliz.

Disse-me então que há algum tempo uma moça havia entrado no seu taxi e perguntado se ele acreditava na política, e sua resposta foi surpreendente: “olha, moça, eu não acredito na maioria dos políticos, mas acredito na política. acredito que devemos nos responsabilizar pelas nossas decisões, que determinam quem nos representam. se eu disser que não acredito na política estarei assumindo que sou omisso com o meu país, com as pessoas que vivem nela, e comigo mesmo, de certa forma”. Segundo ele, a moça ficou incomodada com a resposta, mas como ele havia feito quando me falou da sua vinda ao Rio, não entrou em detalhes. Não me importei, me satisfiz com sua história e como ela havia contribuído para esta ótima semana.


17
Jan 10

@izzynobre em São Paulo



Morróida, Gravz, Eu, Ian Black, e Cheapo, upload feito originalmente por izzynobre.

Nesta semana tive o prazer de hospedar o Kid e sua esposa, a Becca. Kid mostrou-se ainda mais divertido do que o internets e a distância permitiam. Becca vai além da sua beleza com uma alegria contagiante. Marina e ela tornaram-se boas amigas. Ainda tivemos a companhia dos suspeitos de longa data Fabião e Gravata, pude rever a Alê Felix por breves mas prazerosos momentos e ainda conheci o Rodrigo e a Aline de bônus.


1
Jan 10

5 melhores filmes de 2009

Eu não vi tantos filmes em 2009, confesso, mas o suficiente para uma lista honesta.

1 – WHERE THE WILD THINGS ARE

O trailer foi construído com muito cuidado tendo “Wake Up” do Arcade Fire um poderoso aliado (o que é aquele trecho que começa com o guri brincando com o barquinho enquanto o Win Butler canta “If the children don’t grow up /our bodies get bigger but our hearts get torn up / We’re just a million little gods causin’ rain storms turnin’ every good thing to rust“?). Muita gente se emocionou e as expectativas foram lá pra cima, afinal, qual o resultado de uma adaptação de um livro infantil dirigida pelo Spike Jonze? Tive a sorte de conferir o filme em Novembro, em Nova Iorque, numa sala IMAX. Creio que foi um dos filmes que mais me arrancaram lágrimas. E a trilha sonora ajuda muito para esse fim, mesmo não tendo Arcade Fire em nenhum momento.

2 – AVATAR

A primeira cena, na nave, com toda a profundidade, cheia de elementos em movimento, é de cair o queixo e fazer valer o ingresso (e olha que isso é beeeeem antes das paisagens lisérgicas tiradas das capas dos discos do Yes). James Cameron mostrando que é especialista em grandes e bons filmes. Os efeitos especiais só não impressionam tanto porque eles fazem com que você acredite que um lugar como Pandora pode existir. A tecnologia humana lembra muito o que foi mostrado em Aliens (1986). A história tem a simplicidade suficiente para que não seja simplória. E há MECHS em ação.

3 – THE BOX

Muita gente desceu a lenha no novo filme do Richard Kelly (eternamente pressionado a parir um novo Donnie Darko). Ele continua com as esquisitices comum aos seus longas, e dessa vez vai para os anos 70 para contar uma história que questiona o quanto realmente o ser humano se importa com o próximo. Foi inspirado num conto de um autor Richard Matheson. Contudo, o mesmo enredo já havia sido explorado por Eça de Queiroz no conto “O Mandarim”

4 – DISTRITO 9

Muito já foi falado em como o filme é uma alegoria ao apartheid na África do Sul, mas pouca atenção é dada a como D9 é um puta filme de ficção científica, com um protagonista que nos desperta uma série de sensações, todas bem distantes de admiração e respeito (me lembrei do protagonista de outra grande ficção científica fora dos padrões: The Host). Os alienígenas são um dos melhores já criados, e a menção de que eles transavam com prostitutas humanas pode te deixar curioso ou enojado. A nave estacionada, flutuando sobre a favela, é de cair o queixo. E todo filme que (também) possui Mechs em ação é digno de nota.

5 – STAR TREK

Confesso que nunca dei muita bola para a mitologia Star Trek. Nunca vi as séries ou os filmes, e sempre preferi as orelhas pontudas do Yoda, mas esse reboot proposto pelo JJ Abrams desperta a vontade de corrigir essa lacuna nerd. Embora utilize os personagens clássicos, o filme apresenta a origem de cada um deles, e insere uma história que felizmente prescinde de referências anteriores. Uma aula de como dar novo gás a uma franquia e uma esperança de que novas propostas para Star Wars surjam no futuro.


13
Dec 09

Pixies em NYC (Parte II de II)

Como eu havia dito no post anterior, Marina e eu estávamos exaustos depois de um dia que começou no topo do Empire States e terminou na Toy R Us passando por um MoMA fechado, o Central Park vazio, o Museu de História Natural cheio e o Zocalo delicioso. Chegando ao hotel Marina caiu na cama e eu resolvi descer até uma padaria que havia ao lado do hotel, na rua 34, para comprar Coca-Cola. Na ida passei em frente a um local cuja fachada dizia apenas MANHATTAN CENTER e percebi uma fila de gente com caras de que gostavam de música legal, e aos poucos essas pessoas iam entrando no local, sem antes passar pela revista dos seguranças. Imaginei logo que fosse um show, mas sem fazer idéia de quem.

Distância do meu hotel para o show dos Pixies

Deixei quieto e entrei na padoca e comprei a minha Coca. Então atravessei a rua e cheguei mais perto desse MANHATTAN CENTER e olhei por um dos vidros e pude ver um cartaz que dizia PIXIES PLAYS DOOLITLE e foi então que eu descobri que o tal Manhattan Center era o HAMMERSTEIN BALLROOM, casa fodida de shows, que já abrigou diversos espetáculos que estou com preguiça de ir procurar no Google pra listar aqui.

Na real, o nome soou familiar porque logo que começamos a planejar essa viagem, no começo do segundo semestre, eu não parava de fuçar a área de EVENTOS do Last.fm para NYC. E aí, amigo, o desespero bate por três motivos:

1) Muitos shows acontecem em Nova Iorque. Às vezes numa semana podem acontecer shows que no Brasil não aconteceriam num ano. Durante a minha estada houve vários do Sonic Youth (que eu não gosto e já vi ao vivo, em 2000), e um deles com show de abertura a cargo do Dinosaur Jr. (que eu adoro e nunca vi ao vivo), Devendra Banhart e Little Joy (foram dois, e eu comprei ingressos para ambos, mas Marina e eu ficamos com preguiça de ir ao segundo, no Brooklyn), Zero 7 (que fomos, mas gostamos muito mais da banda de abertura – Body Language), Devo, Meat Puppets, Camera Obscura, Dirty Projectors, Echo & The Bunnymen tocando Ocean Rain na íntegra (eu comprei ingressos, mas eles cancelaram) e isso só para falar das bandas bastante conhecidas. Mas o desespero, neste caso, bate menos pelo excesso de bandas mas mais pelas outras bandas que vão tocar um ou dois dias depois da sua partida. É o caso do Passion Pit, banda que eu mais queria ter visto esse ano, e que tocou 3 DIAS depois da minha partida.

2) O excesso de bandas legais tocando na mesma cidade na mesma semana causam dois problemas: o primeiro é ter grana para bancar todos os shows que você sempre quis ver (isso quando não estão esgotados e daí você pode correr o risco de comprar na mão dos cambistas) o segundo e maior problema é decidir em qual show ir quando acontece das bandas tocarem ao mesmo tempo, em locais distintos. Isso aconteceu comigo quando eu, num momento de distração e felicidade, ingressos para os shows do Devendra Banhart e para o Echo & The Bunnymen, sem dar conta que ambos tocariam em lugares distintos as 20h do Domingo, dia 22 de Novembro. No começo fiquei bem triste, e estava decidido a ver o Devendra, mas poucas semanas antes da minha ida houve o anúncio de um segundo show do neo-hippie, na Segunda-Feira, e dessa vez com abertura do Little Joy. Perfeito. Comprei os ingressos todo feliz, e como alegria de pobre dura pouco o show do Echo foi cancelado um dia depois (sad trombone).

3) Como eu falei no item 1, eu só havia listado as bandas conhecidas. E o que mais tem são bandas desconhecidas e BOAS tocando na cidade. Atualmente no Brasil estamos sofrendo cada vez menos com a ofertas de bons shows de bandas iniciantes, mas a coisa lá fora obviamente já está muito a frente. Assim, não foi um prazer conhecer bandas como Little Dragon a ponto de não querermos ver a banda seguinte, que seria o Body Language, banda que se provou melhor que a atração principal dias depois, quando abriram para o Zero 7. E ter tempo para ver o que há de legal acontecendo na cidade, tentando antecipar quais vão extrapolar os limites de Manhattan e chegar aos ouvidos (e aos palcos) brasileiros, é um prazer que gostaria de ter estendido.

Pois bem, voltando aos Pixies, fiquei bobo com a surpresa, e por um instante triste pois eu não havia comprado ingressos pois estavam Sold Out. Cheguei num cara na frente do local e perguntei se ainda havia ingressos, e ele me respondeu que conseguiria pra mim por 80 dólares. Pensei um pouco e disse que voltaria em breve.

Eram umas 20h e eu corri pro hotel e avisei a Marina que deu um pulo da cama e correu pro banho. Enquanto isso fui comentar as novidades com os amigos no Twitter, e só de manifestar que eu estava “pensando” em ir quase fui crucificado. Marina se aprontou e daí corremos para a frente do Hammerstein Ballroom, mas não sem antes combinar como faríamos com os ingressos. Marina ficou com 200 dólares no bolso e com todo o seu charme de mulher mais bonita de Manhattan e pois se a falar com um cara que nos abordou logo que chegamos ao local (e não o cara com quem eu havia falado antes). O cara ofereceu 150, mas a Marina ofereceu 100 por dois. O cara então abaixou, mas por 60 cada ingresso (o valor de face dos ingressos). Compramos e fomos felizes para a fila.

Pixies @ Hammerstein Ballroom, November the 23th, 2009

Chegamos no HB lotado e o show já havia começado. Se não me engano, e se o setlist foi igual ao do dia anterior, chegamos pouco antes de Debaser, quando Doolittle começa valendo. Sim, tocaram, todo o álbum do começo ao fim, na ordem (com direito à Kim Deal comentando “essa é a última do Lado A”). Aliás, Kim Deal não só fez seus majestosos vocais de apoio como cantou Into The White, das poucas que não há a voz do Frank Black em primeiro plano. A banda estava afiada e se houve erros ninguém percebeu. As músicas foram executadas com precisão, na mesma velocidade do original, mas com a crueza prevista por uma banda com formação tocando um disco de gravação e produção (imagino eu) complexas.

Doolittle tem mais de 20 anos, e é impressionante como ele simplesmente não envelhece. Pelo contrário, são raríssimos os álbuns que seguiram a sua trilha e conseguiram equiparar-se, mas desconheço algum que tenha superado-o. De longe é o meu preferido dos Pixies, embora não tenha a minha preferida, Alec Eiffel, que não foi tocada. E mesmo sendo a preferida não fez falta frente ao ótimo repertório. Saímos de lá felizes, com a sensação de que surpresas podem fazer as coisas melhores, podem fazer você ter a certeza de que está no lugar mais certo do mundo.